SEIS MESES PASSADOS EM COMPANHIA DE PESSOAS INESQUECÍVEIS, ASSIM COMO NOSSO PROFESSOR DIMAS.
FOTOGRAFIAS E MUITAS LEMBRANÇAS.

Início de aulas na Cásper Líbero, Fevereiro de 2007.

Término das aulas na Cásper Líbero, Julho de 2007.
Agora, enquanto escrevo, lembro-me das pessoas do Mídia e Poder, alunos inqüietos, porque o nosso Dimas os deixava tão a vontade, para suas falas e expressões que acho que alguns dias ficamos parecidos com crianças travessas.
A nossa bagunça era incrivelmente produtiva, e tínhamos afeto pelos outros; sob as vistas do mestre.
O Dimas? Uma pessoa muito especial. Definir? Para quê? É um enorme prazer conhecê-lo e sorte certa!
Transmite o conhecimento com ternura e entusiasmo, é gentil ao olhar nos olhos do seu interlocutor, e tão eficiente em nos auxiliar de que maneira trocar nossas experiências.
Minha composição recebeu complemento: os dias que ali se foram, me trouxeram mais coisas, me tornaram mais feliz, pois meu coração e mente ali estavam, e acho que aprendi.
Não aprendi tudo que podia, e aqui no meu Blog, obviamente não falei sobre todos os assuntos abordados nos tempos de aula, sinto por ter havido contratempos e um tempo menor do que desejava.
Alguns dos tópicos de aula não estão aqui, como o nosso Prof. insistia em nos lembrar o quanto era importante, quase todas as noites, que deixássemos registrado. E sei que minhas palavras não vão consolá-lo, mas a mim tenho o alívio de ter estado atenta, de ouvidos, olhos e coração bem abertos nas aulas.
Claro que nossos abraços no último dia de aula, todos num só, na apresentação do meu grupo, também ficará.
Já me peguei longe demais, imaginando onde estarão todos, daqui alguns anos. Não gosto de partidas ou sei lá despedidas. Bobagem minha.
Quisera não tivesse fim o que é bom.
Gostaria que nossa experiência fosse também infinita, assim como é a presença do Dimas, tão plenamente atuante e doce.
Mídia e Poder é como isso tudo, não corre o risco de acabar, digo, o assunto.
Professor, ou Dimas, perdoe por não ter feito trabalhos melhores, textos melhores e coisas assim. Vou me cultivar (lembra?).
E ao pessoal todo, obrigada pelas noites juntos, com o pensamento unido, ou o cansaço do dia unido num só. Serão parte da minha história.
Tomara a vida nos coloque tão próximos de novo, valendo a pena, como foi!
BOA SORTE PARA NÓS, E,
OBRIGADA! OBRIGADA! MUITO OBRIGADA! AOS DA FOTO,
E AOS QUE ESTE DIA NÃO PUDERAM ESTAR PARA A POSE.
ABRAÇOS E BEIJOS
Escrito por Vanessa às 19h45
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Articulações da mídia política: O Príncipe Eletrônico.
"O príncipe eletrônico é a face globalizada da indústria cultural, é a onipresença da midia que regula e desregula, instaura e tira, manda e desmanda - num mundo onde a informação não corre solta nem totalmente livre, porque corre desigual" - Octávio Ianni
Li uma matéria na revista CAROS AMIGOS - Novembro de 2005, entitulada "POR TRÁS DA CRISE, ESTÁ A LUTA DE CLASSES", em que Marilena Chauí, considerada a filósofa mais famosa do país, é entrevistada, e em alguns trechos fala sobre o nosso assunto.
Nos conta que após ter feito a leitura em jornais e revistas de três dias seguidos já passados, constata que cada informação era desmentida na informação seguinte, ou seria o preconceito de classe a toda, ou a presença do discurso do tudo igual, e a violência era dosada em graus altos demais: - Uma coisa insana, uma fúria que não dá para entender".
Hoje em dia, a notícia, os meios de comunicação e o jornalista são mercadoria do capitalismo, os fatos não são produzidos a partir de um compromisso social e político, mas porque o fato é vendável, e faz-se tudo por isso.
A sociedade é levada à tomada de posição e práticas a partir da decisão cínica e violenta dos responsáveis pela transmissão dos fatos.
Sobre esta matéria, escolhi um trecho de Marilena que considero importante para reflexão:
"Então, o grau de manipulação ultrapassa tudo o que eu tinha pensado a respeito da publicidade, ou marketing. É a realização efetiva, na minha opinião, de uma atitude facista. O resto é brincadeira de criança. Então, ver essa operação como um coisa mundana, lucrativa, corriqueira, um trabalho como qualquer outro é muito apavorante. E que essa prática facista venha por intermédio dos veículos de comunicação! Fiquei realmente apavorada. E foi isso, aliás, que me fez recusar com relação à idéia de que havia uma crise. O tempo todo eu queria entender a crise, qual a causa, como ela funcionava, e como resolvê-la. E a leitura dessa reportagem é que me fez perceber que não existe crise. Existem problemas graves, todos esses que discutimos aqui. Existe a questão da corrupção, existe a questão das reformas que não foram feitas, existem os problemas da política econômica, existe a perda do partido nessa concepção política, nesse engessamento autoritário e centralista, todos os problemas que vimos aqui. Não se trata de recusar nenhum deles, mas a crise, sobretudo como ele é apresentada não existe! Ela foi criada num momento que alguns julgaram interessante inventá-la (como eu disse no começo da entrevista). Um produto midiático que avassalou a sociedade brasileira inteira. Que pôs em risco instituições. Que pôs em risco pessoas. A sociedade brasileira precisa discutir isso aqui, precisa ler, eu também vou panfletar isso, porque é decisivo!"

Foto: Radiobrás - Agência Brasil - 11/12/2006
E o quem é o Príncipe Eletrônico? Não é uma pessoa, são articulações da mídia para nos manter sob seu controle.
A política tem o seu cenário todo montado na TV, os meios de comunicação cuidam da sua promoção e nossos governantes e suas organizações políticas ficam tal como "bonecos" da TV, são "enfeitados" para nós, sob os holofotes das câmeras, ensaiam seus discursos e falas mil vezes até ficar bom para nós, quero dizer, conveniente para eles.
Pode ser que Marilena tenha toda razão, muita algazarra é feita pela mídia, muita estória contada, sem fundamento nenhum! Sem contar o que nunca existiu e foi inventado.
O Príncipe Eletrônico está à solta, permeando todos os níveis da sociedade, de forma nebulosa mas ativo e presente, resultado das novas tecnologias e da Era Digital, o habitat perfeito para os novos acontecimentos que ele poderá nos trazer.
Escrito por Vanessa às 19h38
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Pós-modernidade?
Talvez já possamos chamá-la de ERA LÍQUIDA.
Considerações por: Zigmunt Bauman

"A sociedade moderna, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de manter a forma"
"Nossas instituições, nossos quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenhamos TEMPO de se solidificar em costumes, hábitos e verdade 'auto evidentes".
"O que conta é o TEMPO, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas ‘por um momento"
Criação de Philippe Starck: o relógio Veiled Watch. Ilusão de óptica?
"Um relógio com design que literalmente engana seus olhos" Portal MSN de notícias, 10/07/2007.
Notavelmente, um produto da Era Líquida, seu próprio marketing aponta isso.
Há dificuldade para se ver as horas logo seja focado pelo olhar, não há como negar.
O mecanismo dos ponteiros e números torna-se o relógio que o contém. Ele é liquidificado. Tendências da nova Era.
Mas se o TEMPO parece não ter mais tanto TEMPO, para que vê-lo? O dia-a-dia está abarrotado dessas novas tendências, e nosso olhar é focado em outras surpresas logo elas sejam lançadas no mercado.
Nâo é preciso ver as horas, apenas ter um maquinário com alta tecnologia e sofisticação, características da Era Líquida.
O mercado vai suprindo o imediatismo da sociedade, e esta tem uma satisfação fugaz.
Este mercado põe o TEMPO no controle das horas, porque estamos no caminho por uma trilha sem rumo, o pensamento perde o valor, e não somos mais senhores do TEMPO, com antigamente.
Escrito por Vanessa às 19h36
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MARKETING, COMUNICAÇÃO E COMPORTAMENTO NA ERA DIGITAL
http://www.meioemensagem.com.br/mdigital/
Classificação: 
UM CONVITE: MEIO DIGITAL EXPERIENCE
Regina Augusto, editora-chefe da Revista Meio & Mensagem nos convida à um passeio pela ERA DIGITAL.
O conteúdo foi especialmente desenvolvido a internautas e interessados.
BOA NAVEGAÇÃO!
Categoria: Link
Escrito por Vanessa às 20h01
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O IPHONE E A NOVA MÍDIA; A TELEVISÃO E A VELHA MÍDIA. EXEMPLOS TÍPICOS.
Lançado em 29 de junho de 2007 nos Estados Unidos e criado pela APPLE: o badalado IPHONE, com previsão de chegada ao Brasil em 2009, não sendo possível ainda acessá-lo aqui, pois é bloqueado pela operadora norte-americana AT&T.
A empresa de Steeve Jobs, 23 anos após ter dado início à era dos computadores, com o Macintosch, um computador pessoal, e no final dos anos 90, o iPod, mudando a maneira das pessoas ouvirem música, vem desta vez com a pretensão de revolucionar o mundo dos celulares.
Design belíssimo, tecnologias inéditas, recursos exclusivos e com 16 funções traz facilidades e promete transformar a comunicação por meio de dispositivos móveis.
Sem botões, tudo é feito na própria tela, sensível ao toque. O aparelho ajusta-se sozinho à luminosidade do ambiente e também sabe se está na horizontal ou na vertical, adaptando automaticamente seus controles. Liga e desliga ao detectar o toque do rosto, toca músicas e acessa a Internet usando um navegador que ajusta os sites à telinha.
Calcula-se que os celulares são os aparelhos digitais mais bem sucedidos da história, cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo mundo já possuem.
E ao televisão, a velha mídia?
A primeira radiotransmissão da qual se tem notícia foi em 1893, no Brasil, funcionava por ondas eletromagnéticas, ou seja, ondas de rádio, ou radiotransmissões que possibilitavam as transmissões de voz, posteriormente de imagem e dados.
O responsável pelas primeiras invenções sem foi o Padre gaúcho Roberto Landell de Moura, com experiências simples entre aparelho e receptor, numa distância de aproximadamente 8 quilômetros, em linha reta.
Em 1904, ele começa a criar um projeto de projeções de imagens à distância, a televisão, um veículo que poderia levar imagens para outras cidades, países e quem sabe planetas.
Landell deixou patentes registradas nos EUA: o Transmissor de Onda, o Telégrafo sem Fio e o Telefone sem fio, todos em 1904.
Após suas invenções, as imagens receberam tratamento especial e a transmissão veio com o passar do tempo em cores.
O progresso trouxe então a revolução da Era Digital, termo tão conhecido!
O que fazer com a televisão, se o micro a incorporou mais completamente?
O que fazer do telefone, com o surgimento de celulares? E ainda outros virão.
Hoje as novas tecnologias e a nova mídia entram em nossas vidas de maneira muito rápida, sendo instantaneamente incorporadas, mas a velha mídia ainda ocupa seu espaço conquistado.
Vejo as pessoas maravilhadas com a era digital, mas sem saber direito o que fazer com as ofertas e a publicidade lança os produtos com força total, inseridos em contextos que lhes conferem poder, sem nenhuma preocupação com a maneira que serão captados, por uma sociedade de diferentes níveis sócio-econômicos e diversidade cultural.
A nova mídia é interativa, o público deixa de ser mero expectador e ganha ferramentas capazes de lhes dar exposição local, nacional e mundial, e isso engloba seus vários produtos. Os meios parecem prontos para esse fim, mas é importante o uso correto da cidadania, sem permitir o contrário, que a mídia o manipule a favor dos próprios interesses.
Antes dela o monopólio da unilateralidade prevalecia e conteúdos eram derramados sobre as pessoas sem contestação.
O problema é que muitos se tornam meros consumidores famintos frente à novidades, deslumbrados a cada lançamento do mercado, dispendendo esforços para acompanhar esta frenética corrida, pois correm o risco de virem a ser “desatualizados”, “caretas” e "excluídos". Porque a publicidade separa seus consumidores, coloca de um lado os que podem obter, e os que não podem obter, e quanto a estes não existem; estão “mortos”.
E à nossa facilidade de interação com o meio: NÃO ESTAMOS PREPARADOS, ISTO É TUDO!
A velha mídia e a nova mídia devem ser companheiras e andar juntas, irem se fundindo, principalmente conhecendo-se profundamente para a união, não se exclui a velha mídia em função da nova, a maneira como o qual os conteúdos antigos são transferidos ingenuamente para a nova mídia acarreta conseqüências desastrosas em esfera mundial para a comunicação e o desenvolvimento humanos. Eles são distintos e merecem ser assim tratados. É preciso haver reformulação e os novos valores virem transmudados.
Escrito por Vanessa às 19h02
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Um lugar imaginário. Publicitários o criaram?
Um poeta, Manuel Bandeira - com honras:
Interessante saber que assim como na Publicidade, onde se criam lugares extraídos do imaginário da grande massa popular, a Literatura por meio de autores como Manuel Bandeira, nos mostra lugares que só existem na imaginação e constituiem-se em verdadeiros paraísos perfeitos, o que dá para fazer um trocadilho, seriam pararaísos perfeitos se verdadeiramente existissem na realidade, mas estão só nos livros, o que já pede nossos agradecimentos.
Na Literatura estes lugares imaginários nos fazem ultrapassar a barreira do pensamento comum, levando-nos a uma interação direta com o conhecimento, com os nossos sonhos, onde nossos desejos se refazem nela, enquanto na Publicidade são criações para segmentar o mercado, atingir público alvo, ou melhor, vender um produto ou uma marca. Sem desmerecimentos à Publicidade e nem julgamentos infundados. Cada um tem lugar ao sol.
Estou certa de que há criações da Publicidade que são de muito bom gosto, envolvendo uma emoção mais racionalizada, desenvolvendo nossa consciência para o bem e os direitos dos cidadãos. Outras são de impacto, e nos convidam a reflexão, há ainda as que transmitem bons sentimentos como alegria e humor. Estas campanhas além de ganhar prêmios acabam ganhando a simpatia do público, ficando conhecidas por longo tempo e às vezes nunca esquecidas entre as pessoas.
Sem mais delongas, deixarei aqui um poema de Manuel Bandeira, escritor pernanbucano nascido no Recife em 19 de Abril de 1886, aliás lindo poema para ida a um lugar que a Publicidade ainda não conseguiu encontrar, ao menos no que tange minha opinião. É um mistério natural, porque ela existiu no coração e na alma deste querido poeta que nos deu este presente:
CONVIDO À TODOS QUE DÊEM UMA OLHADINHA LÁ EM PASSÁRGADA, VISITEM-NA, NÃO HÁ DO QUE SE ARREPENDER.

VOU-ME EMBORA PRA PASSÁRGADA
Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive
E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d'água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcalóide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar — Lá sou amigo do rei — Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada.
Escrito por Vanessa às 20h23
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JEAN BAUDRILLARD - E A TEORIA DO SIMULACRO
CRÍTICO DA MODERNIDADE, SOCIÓLOGO, FILÓSOFO FRÂNCES E FOTÓGRAFO, FALECEU AOS 77 ANOS, DIA 06 DE MARÇO DESTE ANO. NOS DEIXOU CERCA DE 50 OBRAS QUE EXPRESSAM SEU MODO DE VER E COMPREENDER A VIDA.
PARA OS QUE NÃO AINDA NÃO HAVIAM FALAR SOBRE ELE, FICOU CONHECIDO POR SUA OBRA "SIMULACROS E SIMULAÇÕES" E SUA TEORIA DO "SIMULACRO". O LIVRO FOI USADO NAS GRAVAÇÕES DO FILME "MATRIX" EM QUE O PROTAGONISTA "NEO" USAVA-O PARA GUARDAR SEUS PROGRAMAS, POR ENTRE AS PÁGINAS. O ATOR KEANU REEVES QUE INTERPRETOU "NEO", NA ÉPOCA FEZ MENÇÃO NA MÍDIA DIZENDO TER LIDO A OBRA. O PÚBLICO PASSOU A ASSOCIAR SUA TEORIA AO FILME E BAUDRILLARD NÃO GOSTOU DAS COMPARAÇÕES FEITAS. CHEGOU A AFIRMAR: "SE LERAM MEU LIVRO NÃO ENTENDERAM NADA".
ERA UM AGUDO CRÍTICO DA REALIDADE, INDAGADOR E RADICAL EM SUAS IDÉIAS QUE DEFENDIA COMO INFINITAMENTE VERDADEIRAS.
ALGUMAS DE SUAS FALAS NA MÍDIA MARCARAM SUA IMAGEM, E O TORNAM INESQUECÍVEL:
Sobre o acontecimento de 11 de Setembro nos EUA:
"Talvez as Torres Gêmeas merecessem ser destruídas"
"Esse terrrorismo não é uma ameaça externa. É uma metáfora de uma fratura interna dos EUA". O tal "Grand Canyon" estaria relacionado ao "poder sem limites americano". "Neles há uma falta de interesse total em legitimar seu poder", diz, em referência à "arrogância" dos "porta-vozes de Deus".
Ele acredita que o "rolo compressor" que passou por cima do Iraque e do Afeganistão:
"não resolveu as feridas do 11 de Setembro". "O psicodrama que se seguiu a essa humilhação simbólica não foi resolvido nem com a guerra, que é sempre uma espécie de exorcismo"
Em sua obra "Simulacros e Simulações":
"tudo se metamorfoseia no seu termo inverso para sobreviver na sua forma expurgada. Todos os poderes, todas as instituições falam de si próprios pela negativa, para tentar, por simulação de morte, escapar à sua agonia real"
" A TV é um simulacro do que acontece. Hoje ela se antecipa a si mesma. Ela já estava pronta para a guerra, e a guerra se desenrolou para ela", diz "Os milhões que assistem são praticamente atores, consomem o acontecimento antes mesmo da guerra acontecer. Estamos diante de uma lógica de consumo, não mais de guerra"
Em seu dizer irônico:
"a imagem do homem sentado, contenplando num dia de greve sua tela de televisão vazia, constituirá no futuro uma das mais belas imagens de antropologia de nosso século".
"as massas absorvem toda a eletricidade do social e do político e as neutralizam, sem retorno. Não são boas condutoras do político, nem boas condutoras do social, nem boas condutoras no sentido geral...Elas são a inércia, a força da inércia, a força do neutro". Enfim, não passam de "buracos negros" uma de suas metáforas preferidas para caracterizar as "massas" em que o social se precipita".
Como fotógrafo:
"Já que o mundo caminha para um delirante estado de coisas, devemos nos encaminhar para um ponto de vista delirante"
Uma indagação:
"sou um homem ou uma máquina?", sou um homem ou um clone virtual?", "como podemos ser humanos?"
Para Baudrillard o mundo deixa de existir na realidade, desaparece e só pode existir por meio da publicidade.
"LIVRE DO REAL VOCÊ PODE FAZER ALGO MAIS REAL QUE O REAL: O HIPER-REAL"
coisas para se pensar...
Escrito por Vanessa às 18h24
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"CONTRA A MONOCULTURA"
Falas significantes de um texto de OLIVIERO TOSCANI:

A MONOCULTURA MUNDIAL NIVELADA PELA PUBLICIDADE: UM BELO EXEMPLO DE COLONIALISMO CULTURAL DAS MASSAS.
A PUBLICIDADE NÃO VENDE PRODUTOS, MAS UM MODELO UNIFORME.
O PÚBLICO MAL PERCEBE A QUE PONTO O QUE ELE CONSOME MUDA A FACE DO MUNDO.
O GADO PARA HAMBÚRGUER OCUPA HOJE 24% DAS TERRAS CULTIVADAS NO PLANETA.
COM SUAS DEJEÇÕES GIGANTESCAS, DEZENAS DE MILHÕES DE TONELADAS DE BOSTA POLUEM A ÁGUA E A ATMOSFERA.
O QUE CONSUMIMOS NO OCIDENTE MUDA A FACE DO PLANETA, PORQUE NOSSOS MODO DE VIDA, NOSSOS HÁBITOS ALIMENTARES COLONIZAM O MUNDO INTEIRO. SEJA. É A LEI DO CAPITALISMO.
QUANDO CRISTÓVÃO COLOMBO – DE ONDE DERIVA A PALAVRA “COLONIALISMO” - E OS CONQUISTADORES DESEMBARCARAM NO NOVO MUNDO, ELES TINHAM VINDO PRATICAR A PILHAGEM, MAS TAMBÉM VENDER OS SEUS PRODUTOS.
A PUBLICIDADE É A ÚLTIMA IDEOLOGIA CONQUISTADORA.
A COCA-COLA TORNOU-SE SÍMBOLO DO CAPITALISMO AMERICANO.
ASSIM QUE O PRIMEIRO OUTDOOR DA COCA-COLA FOI ERGUIDO NAS RUAS DE PEQUIM, A IMAGEM DEU A VOLTA AO MUNDO.
A INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO MAC DONALD EM MOSCOU TEVE A MESMA SIGNIFICAÇÃO DE MUDANÇA.
"HOJE EM DIA, O PÚBLICO ACREDITA NO QUE VÊ NA TELEVISÃO, NOS TELEJORNAIS, NOS PROGRAMAS, NOS ANÚNCIOS.
A REALIDADE É A IMAGEM DA TELEVISÃO. UMA TELA.
ELES CONTROLAM A IMAGEM, PORTANTO, A REALIDADE".
“Cada foto possui uma força intrínseca. Achava-me num estúdio, ocupado em fotografar Kirsti, a mulher com quem viria a me casar mais tarde. Ela estava usando um vestido de noiva Dior. Já vivíamos juntos. Por brincadeira, peguei uma camisa e uma gravata iconoclasta com a costureira e pedi ao meu assistente que tirasse uma foto nossa. Mandamos cópias aos parentes e aos familiares. Eles acreditaram que estivéssemos realmente casados. Isso vale também paras os negócios. O espírito publicitário invade tudo, telenovelas, jornais, revistas, telecompras. Entramos na era do pós-humano.Vivemos numa tecnosfera onde os corpos tornados inúteis serão combinados a televisões gigantes e computadores equipados com “luvas táteis”. Joguei a minha televisão no lixo".
Escrito por Vanessa às 18h31
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EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO, OS GRANDES CONGLOMERADOS E AS CORPORAÇÕES DA MÍDIA.
ALÉM DO GRANDE ESFORÇO PELA HEGEMONIA.
GOSTARIA DE REGISTRAR AQUI, PARTE DE UM TEXTO DE DÊNIS DE MORAES:
"Os problemas históricos de desigualdade e exclusão na América Latina refletem-se nos campos da comunicação e da cultura de modo semelhante e perverso: um pequeno número de megagrupos, quase sempre em alianças com conglomerados transnacionais, controla, de maneira oligopólica, expressiva parcela da produção e da circulação de dados, sons e imagens. Os titãs buscam rentabilidade a qualquer preço, beneficiando-se das desregulamentações neoliberais, das omissões deliberadas dos poderes públicos e dos desníveis tecnológicos entre países ricos e periféricos. Em função dos interesses mercantis, boa parte da produção simbólica não leva em conta identidades, tradições e anseios socioculturais dos povos. O que prevalece são apelos convulsivos ao consumo, elevado à condição de instância máxima de organização societária. [Não é casual que a taxa de expansão da publicidade latino-americana supere bastante os índices dos Produtos Internos Brutos da maioria dos países. Enquanto o PIB sobe, em média, 4%, a publicidade tem crescido na região a taxas anuais nunca inferiores a 8%"].
"Se duas dezenas de corporações respondem por dois terços das informações e dos entretenimentos mundiais, evidentemente a descentralização se inscreve mais na órbita das exigências mercadológicas do que propriamente na variedade qualitativa dos conteúdos. Em face da concentração monopólica e transnacional das indústrias culturais, a possibilidade de interferência do público (ou de frações dele) nas programações depende não somente da capacidade criativa e reativa dos indivíduos, como também de direitos coletivos e controles sociais sobre o desmedido poder da mídia. [De que adianta pôr em relevo os downloads grátis de filmes e vídeos na Web ignorando-se que a avalanche imagética tem procedência definida: as produções de Hollywood detêm 85% do mercado cinematográfico global e 77% das programações televisivas da América Latina. Portanto, a diversificação simbólica guarda estreita proximidade com a comercialização em grandes quantidades lucrativas"].
["Fica claro que diversidade nada tem a ver com os prazeres sensoriais proporcionados pela Disney ou com o gáudio da Sony ao anunciar o lançamento de cinco mil itens por ano. Muito menos com os modismos compulsivos]. Diversidade pressupõe revitalizar manifestações do contraditório, confrontar pontos de vista, debater as interseções entre progresso, técnicas e tecnologias. Diversidade se assegura com intercâmbio e cooperação horizontal entre as culturas de povos, cidades e países. E, principalmente, com políticas públicas que valorizem a livre manifestação do pensamento e contribuam para deter a oligopolização da produção cultural - a começar por medidas de regulação, concessão e fiscalização, de universalização de acessos, de proteção do patrimônio cultural intangível e de apoio a usos comunitários e educativos das tecnologias".
Disponível no site: http://www.fazendomedia.com/diaadia/nota080507.htm - 08.05.2007
Escrito por Vanessa às 23h33
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A questão do para quê:
Compreender o mundo
Transformar o mundo
Por uma ética planetária
Por uma ética de vida
(a visão complexo-compreensiva de Morin)
No livro de EDGAR MORIN - A Cabeça Bem-Feita - há um belo trecho que gostaria de compartilhar, no capítulo "A escola de vida e a compreensão humana". (pg. 49):
Como é sabido desde Shakespare, e como diz Geneviève Mathia, "uma única obra literária encerra um infinito cultural que engloba ciência, história, religião, ética...". É o romance que expande o domínio do dizível à infinita complexidade de nossa vida subjetiva, que utiliza a extrema precisão da palavra, a extrema sutileza da análise, para traduzir a vida da alma e do sentimento. É no romance ou no filme que reconhecemos os momentos de verdade do amor, o tormento das almas dilaceradas, e descobrimos as profundas instabilidades da identidade, como em Dostoievski; a multiplicidade interior de uma mesma pessoa, em Proust; assim como, em Pai Goriot e Gerra e paz, a transformação dos seres, confrontados com o destino social ou histórico, levados pela torrente de acontecimentos que podem nos tornar heróis, mártires, covardes, carrascos. É no romance, no teatro, no filme, que percebemos que Homo sapiens é, ao mesmo tempo, indissoluvelmente, Homo demens. É no romance, no filme, no poema, que a existência revela sua miséria e sua grandeza trágica, com o risco de fracasso, de erro, de loucura. É na morte do nossos heróis que temos nossas primeiras experiências da morte. É, pois, na literatura que o ensino sobre a condição humana pode adquirir forma vívida e ativa, para esclarecer cada um sobre sua própria vida. O adolescente não tem necessidade de literatura diluída, dita "para a juventude", como disse Yves Bonnefoy, "esses jovens seres esperam que grandes sinais, carregados de mistério e gravidade, sejam erguidos diante deles, pois bem sabem que, breve, terão de enfrentar o mistério e gravidade da vida.
Minha voz ativa: - O mercado está nos prostituindo, vendendo livros que prometem o conhecimento, a literatura, a arte e a cultura, e não passam de um resumo de insignificantes. O ser humano e sua completude não pode viver em cubículos que os livros hoje destacados como bons ou excelentes, tentam enquadrá-lo. Ele precisa da verdade e da honestidade do que originariamente ele é composto. Ainda no meio disso tudo queria lembrar: desde o bebê, passando pelo jovem, até o mais idoso merecem este respeito. E Morin veio contribuir com este lindo estudo sobre a visão complexo-compreesiva! Um abraço apertado! Vanessa.
Escrito por Vanessa às 23h08
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Um pensamento e uma nota, aqui.
Gostaria de deixar uma nota aqui a todos os colegas que leram sobre Madonna em meu blog.
Desisti do que foi escrito, porque pensei que existem coisas mais importantes que precisam ser ditas, e outras mais bonitas, mesmo se carregadas de tristeza, revertem-se em reflexões sobre nossa vida como seres humanos, e coisas assim.
Madonna não valia a pena, era supérflua demais.
E, aos comentários deixados, oi Maira e oi Lisandra, vocês ajudaram na minha reflexão. Antes mesmo já não me sentia bem com minhas palavras, que tinham caráter reducionista e particular demais para meu gosto. Perdão por excluir os comentários de vocês, e obrigada pela claridade!
Difícil compartilhar o que havia deixado aqui com os visitantes, não era nada desse papo que queria registrar.
Sou mesmo uma eterna insatisfeita, e tenho manias. Quem não tem atire a primeira pedra! Ainda que, uma mania pequenina?
Em breve, falarei sobre algo mais sério, com o que se pode aprender.
Alguém com quem se pode aprender alguns príncipios de grandeza. Ele é Edgar Morin.
Não me demorarei a retornar.
um beijo, todos os Colegas, Maira e Lisandra! Nos vemos de novo!
De coração:
Vanessa
Escrito por Vanessa às 20h13
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"O ANÔNIMO - PRESENÇA DA TRAGÉDIA"
Autor: Luiz Ignácio de Loyola Brandão
Buscar na Web: http://www.releituras.com/
Quando: 09/10/2000
Se alguém me matasse. Se eu fosse abatido a tiros por uma amante, pelo marido de uma de minhas amantes, por um neurótico pela fama, por um serial killer americano que tivesse vindo ao Brasil, pelo engano de um traficante, por um assaltante num cruzamento, por uma das milhares de balas perdidas que cruzam a cidade, por uma dessas motos enraivecidas que alucinam o transito, por um colega de profissão inconformado com a minha fama. Se morresse em uma inundação, atingido por um raio ou por um arvore derrubada por um vendaval. Por um remédio com data vencida, por uma comida estragada. Uma tragédia noticiada por toda a mídia, alimentada e realimentada, provocando manchetes vorazes, devoradas com prazer pelo publico e construindo a minha legenda. Melhor que fosse algo misterioso. O noticiário duraria mais tempo, o caso seria revisto por curiosos dispostos a desvendar enigmas. Provocar a necessidade de uma autopsia, de exumação. Ser o enigma do século seria a minha gloria. Se eu tivesse essa certeza, não me incomodaria de estar morto.
O Anônimo, Cadernos de Literatura Brasileira - Instituto Moreira Salles - São Paulo, nº. 11, Junho de 2001, pág. 98.
Categoria: Citação
Escrito por Vanessa às 00h58
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Estrelando, eu.
Oi, meu boa noite para todos os internautas, que neste momento não podem me ver, mas como eu, estão logados em rede mundial, viajando por lugares que só existem na imaginação.
Um blog meu, francamente eu não imaginava este dia estrear. O grande responsável é Professor Dimas, com quem, nós alunos da Cásper, aprendemos sobre Mídia e Poder. Ele é uma pessoa do bem e inteligente, mas essa idéia?! Eu nem sonhava estar aqui.
A gente costuma resistir a certas novidades, porque analisa, é claro. Novidade é novidade. Mas estou feliz com este projeto, se é que posso chamá-lo por tal.
Ainda vou pensar sobre o que posso mostrar aqui, sinceramente eu não sei. Existem milhões de coisas no mundo.
A gente quer sempre agradar as pessoas, né? E deixar a gente feliz ao mesmo tempo. Então preciso de um tempo. Só um.
um grande abraço,
Vanessa 
Escrito por Vanessa às 23h15
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